sábado, 30 de junho de 2007

Tela Grande (estréia): "Quarteto Fantástico e Surfista Prateado"



Adaptação dos quadrinhos para o cinema, o Quarteto Fantástico chega ao segundo longa, bem mais de acordo do que no desastroso debut, em 2005. A estréia nos cinemas brasileiros é neste fim de semana. Assim como o antecessor, "Quarteto Fantástico e Surfista Prateado" (Fantastic Four: the rise of Silver Surfer), é um filme bastante conservador na forma, mas que pode funcionar positivamente para todas as partes envolvidas. Os fãs, que podem curtir os heróis com som e movimento; os neófitos mais jovens em férias escolares, ansiosos por filmes de ação, raios e muita quebradeira; e os bolsos dos produtores – continuações quase sempre são fruto de pesquisas de mercado que apontam lucro certo.

O novo longa dirigido por Tim Story (Táxi) não é tão bom quanto Homem-Aranha e X-Men (outros títulos da Marvel Comics), mas consegue ser melhor do que o antecessor, lançado em 2005. A história ganhou mais ritmo e humor, e os efeitos especiais, bastante melhorados.

Contextualizando: Reed Richards (Ioan Gruffudd), Susan Storm (Jéssica Alba), Johnny Strom (Chris Evans) e Ben Grimm (Michael Chiklis) são quatro cientistas-astronautas que, durante uma missão, acidentalmente receberam uma chuva de raios cósmicos. Com isso, ganharam superpoderes colaterais: Dr. Fantástico se estica como borracha; o Coisa é uma criatura de pedra; o Tocha-Humana pega fogo e voa; e a Mulher-Invisível, bem, fica invisível. Como heróis, salvam a Terra repetidas vezes. O preço é a perda do anonimato e do sossego.

O novo filme começa com o casamento de Richard e Susan, ameaçado por perturbações climáticas geradas por uma forte radiação. Descobrem que a ameaça é o Surfista Prateado, que veio anunciar a chegada de seu mestre Galactus, o devorador de mundos. De forma que entra em cena o Exército americano, a convocar o Quarteto para uma associação com seu maior inimigo, Victor Von Doom (Julian McMahon), o Dr. Destino.

Juntos, tentam reverter o poder cósmico do Surfista, sem saber que seu chefe é que é o verdadeiro problema. No meio do quebra-quebra, dá pra entender um pouco de origem do personagem: que seu nome é Norrin Radd, e que deixou-se escravizar por Galactus,
desde que seu planeta natal fosse poupado. Sua concepção visual está impressionante, mais até dos que nos quadrinhos. A altivez de sua postura, por exemplo, comunica bem o espírito do personagem, digno, consciente e quase sempre acima do bem e do mal. Seu olhar, amargurado, solitário, completa a composição com chave de ouro. Um sinal de que seu longa solo, previsto para 2009, deve acertar no ponto.

Os acontecimentos se desenrolam de forma frustrante, tendo em vista a história em quadrinhos original que inspirou o roteiro (The Galactus Trilogy ). Quem leu, sabe do que estou falando. O temido Galactus, por exemplo, não entra em cena uma vez sequer. Dr. Destino, vilão tipicamente soturno e quase sempre estático, não deveria "pilotar" a prancha do surfista.

É importante dizer o que já parece óbvio: o Surfista, uma animação digital, é melhor do que todos os outros atores juntos, mais o roteirista, o diretor, e a equipe toda. Uma pena que o tom filosófico-existencialista, marca registrada de suas histórias, se resumiu à frase: "Sim, nós sempre temos uma escolha". Felizmente, isso vale para o próprio filme.

2 comentários:

rosana disse...

Bom to postando atrazadinha...nem tenhoo habito de postar em blog!
mas vou postar nodo meu amigo andre.
achei o filme um porre ateh a metade: o aquarteto eh mala pra caramba, atuaçao e roteiro sofríveis.
agora, qdo o surfista entra realmente em cena, gostei bastante!!!
achei q o filme conseguiu ser fiel a ´aura´ desse personagem tao peculiar, coloncando com aquela tristeza obliqua e aquele existencialismo doce (se isso eh possivel), economizando palavras e deslizando com sua prancha... um charme só. era o que eu queria!
agora, vamos esperar por um longa com ele exclusivamente e torcer para eles nao pecarem em nada (ou quase nada,pelo menos!).

Andre Dib disse...



Obrigado pelo comment. Você é sempre bem vinda por aqui...!