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Tokyo, de Michel Gondry, Joon-ho Bong e Leos Carax parte da realidade e sucumbe à fantasia, para só então tratar da realidade. Cada diretor responde por um mini-filme de 30 minutos. Como a duração não permite delongas, eles vão direto ao ponto.
Não, histórias ou personagens não se entrecruzam. Em comum, o fato de se passarem em Toquio. É certo que há cenas que só poderiam se passar na metropole japonesa. Sintomas, no entanto, contemporâneos a qualquer grande metrópole, consumista e impessoal: solidão, medo, utilitarismo, masoquismo. E muita pizza delivery.
A mulher vira cadeira. O demente come flores, dinheiro e aterroriza com granadas a manada dos normais. O apaixonado ameaça a estabilidade do coletivo que se esbarra, mas não se olha.
Pela doce melancolia, crítica social anárquica e uma bela declaração de amor, um grande filme.
No Recife, ele está em cartaz na Sessão de Arte UCI Ribeiro em dias e horários pontuais:
Segunda (07/06) às 19h05, no UCI Tacaruna
Sexta (11/05) às 21h, no Multiplex Boa Vista
Sábado (12/05) às 11h, no Multiplex Boa Vista
Domingo (13/05) às 12h no UCI Casa Forte
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