Mostrando postagens com marcador ragú. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ragú. Mostrar todas as postagens

sábado, 1 de agosto de 2009

Nova Ragú chega na quinta

Quinta que vem chega o novo volume da Ragú, um dos melhores projetos de quadrinhos e arte gráfica do Brasil.

O lançamento será no Bar Central (Rua Mamede Simões, Boa Vista - Recife).

Esta será a sétima edição da coletânea (sem contar o histórico número zero, de 1999).

Os editores João Li e Mascaro adiantaram ao Quadro Mágico que esta será a maior e mais bem cuidada edição desde que a série ganhou as ruas, há exatos 10 anos.

A edição, que faz uma homenagem à América Latina, terá 240 páginas e capa dura com arte do artista gaúcho Eloar Guazzelli.

Este ano, Guazzelli lançou uma bela versão em HQ para a peça O pagador de promessas e assinou a capa da edição de abril da revista Piauí.

Ele participa da Ragú com uma história criada a partir da visita que fez à Bolívia em junho, quando foi um dos convidados do Festival Viñetas Con Altura, em La Paz.

Os demais convidados ainda não foram revelado, mas é certo, além de Guazzelli, Mascaro e Lin, a Ragú deve trazer novos trabalhos dos pernambucanos Greg, Flavão, Jarbas e Samuca, longevos colaboradores da publicação.

domingo, 14 de junho de 2009

Novos contornos para O pagador de promessas



Não muito tempo depois de encenar a peça O pagador de promessas, em 1960, o dramaturgo baiano Dias Gomes enfrentou a nada sutil censura do regime militar. E pouco adiantou a versão para o cinema, dirigida por Anselmo Duarte, ter sido contemplada com a Palma de Ouro em Cannes, dois anos depois. A vigilância em torno de seu trabalho atingiu inclusive as telenovelas - seu Roque Santeiro amargou dez anos para que fosse liberado pela nascente Nova República.

Filiado ao PCB, Gomes fazia parte de um grupo de intelectuais e artistas, entre eles o conterrâneo Jorge Amado, com clara e quase didática determinação de denunciar injustiças sociais e promover uma mobilização popular. Isso sem o ranço panfletário ou maniqueísta de certas obras "engajadas".

Se há dúvida, basta conferir a recém-lançada versão em quadrinhos para O pagador de promessas (Agir, R$ 44,90). Nas palavras de Ferreira Gullar, que assina o prefácio da bela adaptação, trata-se de "levar a um público amplo,em linguagem teatral despojada e comunicativa, um tema de grande complexidade ideológica e social". Nos traços do artista gráfico gaúcho Eloar Guazzelli, a força do texto de Gomes ganha apelo visual inédito nos palcos ou telas (além do cinema, há a minissérie para TV exibida em 1988).

Na HQ (ou graphic novel, como preferem os editores), a história do caboclo ignorante que, para cumprir promessa feita a Santa Bárbara / Iansã, desafia a igreja e a polícia, ganha novos e interessantes contornos. Usando técnicas de nanquim e colorização digital, o desenhista transportou a obra original para uma linguagem pictórica que a aproxima das artes plásticas, e traz em si o frescor de projetos com identidade própria. "Procurei um caminho mais difícil, fugi intencionalmente. Dado o valor desses trabalhos, o peso da tradição poderia me sufocar", conta Guazzelli, em entrevista exclusiva ao Diario.

Para ele, a via-crucis de Zé do Burro, que após ter seu animal milagrosamente curado, insiste em entrar na Igreja com uma cruz parecida com a carregada por Cristo, é o drama da intolerância e exclusão que não perdeu sua atualidade. "O recente e lamentável episódio da excomunhão da menina violentada pelo padastro é um exemplo do caráter perene desse texto", acredita o artista.

O tratamento dado a Salvador e seus habitantes é outro ponto positivo, já exercitado por Guazzelli em Florianópolis (sua contribuição para a série Cidades Ilustradas). Uma concepção um tanto subjetiva de representação urbana, hoje desenvolvida em torno da capital boliviana, La Paz (onde esteve a convite do festival de quadrinhos Viñetas con Altura), em material a ser publicado em breve, na próxima edição da coletânea Ragú. "Procurei realçar esse personagem subliminar que é a própria cidade. Procurei inserir tipos humanos e um pouco da paisagem com planos aéreos da cidade. É o espaço que criei para mostrar meu trabalho, que passa longe do registro fotográfico".

* publicado no Diario de Pernambuco

sábado, 30 de junho de 2007

Hoje tem novos lançamentos da Livrinho de Papel Finíssimo (Recife)



Corrigindo (e detalhando) o post abaixo:

"Hai-Kaidos Volume 2", de Samuca e Ricardo Mello, será lançado hoje, às 16h, no Bar do Lula (Rua Padre Roma, 722, Parnamirim). Vale a pena visitar o blog do projeto.

Na tarde de hoje, ele estará à venda por R$ 5. Camisetas confeccionadas com reproduções dos textos e desenhos serão vendidas por R$ 15,00. Um kit com livreto, camiseta e mini-pôster sai por R$ 20.

Já o livro de João Lin (sem título) e outro, de Fernando Duarte, ("Corte Digitao"), serão lançados hoje, às 20h, no Bar do Biu (Rua do Sossego, 144, Boa Vista). O preço de cada um é R$ 5.

Se trata de 34 desenhos aditivados por comentários de vários amigos. Entre as participações ilustres estão a dos artistas Clériston, Fábio Zimbres, Neilton (guitarrista do Devotos), Renato Valle, Públius (da banda Azabumba e Forró Rabecado), Rosinha Campos e Braz Marinho.

Os livros estão sendo lançados pela editora Livraria de Papel Finíssimo, o coletivo que produz revistas, livros e zines a baixo custo.

É exemplar ver artistas de porte como os acima publicando material nesse sistema faça-você-mesmo, quase artesanal. Uma luz para que outros, por falta de patrocínio, não deixem seu material parado na gaveta.

Abaixo, reproduzo matéria publicada no Diario de Pernambuco de hoje:

Pequenos prazeres ilustrados
Livretos de João Lin, Fernando Duarte e a dupla Samuca e Ricardo Mello devolvem a graça das velhas (e boas) impressões na máquina xerox
Júlio Cavani
DA EQUIPE DO DIARIO

"É importante que existam publicações de luxo com produção cara, mas para fazer um bom trabalho não é preciso patrocínio ou leis de incentivo". Esse pensamento do artista plástico Fernando Duarte expressa bem o espírito independente dos três livros de bolso que são lançados hoje no Bar do Biu, impressos com qualidade em uma máquina de xerox, no lema do faça você mesmo. Junto com ele, o desenhista João Lin e a dupla Samuca & Ricardo Mello também criaram seus livretos ilustrados.

Para fazer seu livro, que não tem título, Lin produziu um conjunto de 34 desenhos e pediu para amigos escreverem textos espontâneos que expressassem impressões e sentimentos provocados pelas imagens. Seus traços, que combinam técnicas artesanais e digitais, sem deixar aparente onde começa e onde termina cada uma, são econômicos e labirínticos e se concentram no potencial poético da linha preta sobre fundo branco (e vice e versa).

Entre os convidados que participaram do livro com palavras, que mesmo assim ficaram bastante visuais, estão Clériston, Fábio Zimbres, Neilton, Renato Valle, Públius, Rosinha Campos e Braz Marinho. Em cada página, Lin apresenta um personagem novo, com corpos e rostos cujas formas traduzem seus estados de espírito.

Corte digitao, de Fernando Duarte, é uma espécie de caderno de anotações do artista. Se seus quadros já costumavam ser divididos em retângulos preenchidos por pequenos desenhos, o formato limitado da publicação ficou perfeito para seus seres imersos em reflexões sobre a vida cotidiana e as questões essenciais do ser humano.

Oportunidade - A liberdade de expressão é o que mais chama atenção em Corte digitao, que se parece com um diário de esboços. Fernando diz que está com pouco tempo para produzir seus quadros, mas não pára de desenhar e tem centenas de imagens para mostrar, então o recurso do livrinho se mostrou oportuno para compartilhar essa produção com o público. Só de rostos, o artista tem um caderno com mais de 200. Ele diz que não conseguiria ser cartunista porque seu traço é solto demais e nãosegue regras de organização narrativa.

Hai-kados 2, de Samuca (desenhos) e Ricardo Mello (texto), é formado por ilustrações simples que acompanham poemas simples. A lógica da economia de informações que se abre para múltiplas interpretações se manifesta tanto nas imagens quanto nos versos. Seus pequenos poemas ilustrados são como lampejos de idéias mínimas que podem se maximizar nas interpretações do leitor. Juntos, eles dois já fizeram sete livros, incluindo o primeiro Hai-kados.

"A gente só tá fazendo isso porque rolou uma ação coletiva. Cada um no seu canto não faria esse negócio", admite Lin. Os três trabalhos foram impressos pela Livrinho de Papel Finíssimo Editora, que funciona na mesma Rua do Sossego onde se localiza o Bar do Biu. A noite de autógrafos começa às 20h, mas antes, às 16h, Samuca e Ricardo também lançam Hai-kados 2 no Bar do Lula, em Parnamirim. Além de assinarem os livros, todos eles prometem fazer desenhos nas contracapas para tornar único cada exemplar.

Serviço
Lançamento dos livros de João Lin, Fernando Duarte e Samuca & Ricardo Mello
Quando: Hoje, às 20h
Onde: Bar do Biu (Rua do Sossego, 144, Boa Vista)
Informações: 3222-6422

Lançamento de Hai-kados 2, de Ricardo Mello & Samuca
Quando: Hoje, às 16h
Onde: Bar do Lula (Rua Padre Roma, 722, Parnamirim)
Informações: www.hai-kados.blogspot.com

sexta-feira, 29 de junho de 2007

Novos lançamentos da Livrinho de Papel Finíssimo!



Texto de divulgação
2 lugares, 3 revistas e 4 autores.

As 16h, Samuca e Ricardo Melo lança o seu livreto "HAI -KADOS" no bar do Neno.

*Samuca trabalha há mais de 20 anos com desenho. Já aventurou-se pelo universo das charges, dos cartuns, das caricaturas e dos quadrinhos. Ricardo Mello é jornalista, poeta e escritor. “O que queremos é produzir, estimular a circulação de bens culturais na nossa cidade e fora dela. È importantíssimo valorizar esse tipo de ação desenvolvida pela editora que proporciona escoamento de produção a baixo custo com ótima qualidade gráfica”, afirma Samuca
Logo em seguida, 19h, com a parceria da Livrinho de Papel Finíssimo Editora e Ragu zine. Serão lançados mais dois zines: Arritmia (João Lin) e Corte Digitao (Fernado Duarte) no bar de Seu Biu - na rua do sossego, próximo ao príncipe.

**Arritmia é uma experiência de livre-criação, uma brincadeira desenhada entre amigos, um rascunho de pensamento livre da auto-censura, sem medo de expor o inacabado, um livro de desenhos de verdade.

***Lin define o conteúdo do trabalho como “desenho livre, descomprometido, despretensioso, indefinido, ambíguo, non-sense, a simples materialização do livre pensar gráfico”.""

Lançamento do livreto Hai-Kados
30 de junho – 16h
Bar do Neno
Preço do exemplar – 5 reais

Lançamento do livrinho Arritmia e corte digitao
Dia 30 de junho - 19h
Local - Bar do seu Bio (Rua do Sossego, 144)
Preço do exemplar – 5 reais

terça-feira, 19 de junho de 2007

Sorteio de HQs no Quadro Mágico: confira os contemplados

O Quadro Mágico tem o prazer de divulgar o resultado de sua primeira grande promoção. Os vencedores, listados abaixo, devem enviar seus dados (endereço completo e telefone) para receber os prêmios no conforto de suas casas.

Dias atrás, um grato reforço surgiu de um dos editores da Ragú, João Lin. Ele aditivou nosso sorteio com um kit formado pelas três últimas edições da coletânea, por sinal, a mais pedida pelos leitores deste blog. De forma que quatro nomes estão sendo contemplados com a revista, a saber:



RAGÚ Nº4 (Via Lettera)
Renato Teles (Recife - PE)
Rodrigo Almeida (Recife - PE)


RAGÚ Nº5 (Opera Graphica)
Rosana de Lucena (João Pessoa - PB)



RAGÚ Nº6 (independente)
Lêda Santos (Recife - PE)



FRONT Nº17 (Via Lettera)
Mayra Meira (Recife-PE)

Curiosamente, ninguém se interessou pelo PEQUENO LIVRO DE ESTILO DE SNOOPY, de Charles Schulz (Conrad). Será que o cachorrinho estiloso está tão em baixa assim? Bem, a todos, obrigado pela participação. Em breve, mais promoções..!

quarta-feira, 28 de março de 2007

Ragú na Folha de São Paulo



A revista pernambucana Ragú foi assunto da Folha de São Paulo da última segunda-feira (26 de março). Na matéria, Pedro Cirne atribui à publicação qualidades como "atípica", "singular" e "independente". O mesmo texto ainda trata do lançamento da revista paulista Tulípio. Leia abaixo, a resenha, na íntegra:

Nova "Ragú" traz o diverso do Brasil
Revista de Pernambuco aposta em diferentes traços e temas; a gratuita "Tulípio" tem tiragem de 15 mil

PEDRO CIRNE
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A revista vem de Pernambuco, mas os autores são de vários lugares do Brasil. O novo número da publicação independente "Ragú" acaba de ser lançado e, com ele, a oportunidade de ver trabalhos dos pernambucanos João Lin e Mascaro, do mineiro Lelis e dos gaúchos Fábio Zimbres e Gazzelli.

"Ragú" é uma revista atípica no mercado brasileiro. Além de trazer um alto número de artistas nacionais (17, além do alemão Hendrik Dorgathen), a publicação oferece uma grande variedade de estilos.

Assim a bonita e triste "O Pai", de Mascaro, é bem diferente da experimental "Fim - E Viveram Felizes para Sempre...", de Daniel Caballero.

Esta era uma das propostas dos criadores quando surgiu a "Ragú" número zero, em 2000, e que se mostra ainda forte sete anos depois: trazer quadrinho autoral, com a cara do criador.

Algo distante dos mangás ou das histórias de super-heróis e que às vezes é até difícil de enquadrar em algum gênero convencional, como o "Desenho Cop", de Jaca.
Outra proposta era mostrar a diversidade brasileira, dos estilos à seleção de temas. Não há menção a samba ou futebol, mas há uma história sobre meninos de rua, de Mascaro, e uma homenagem de Fábio Zimbres ao livro "Macunaíma", de Mário de Andrade.

Isso não significa que é necessário abordar, sempre, valores nacionais para sair em "Ragú". A maioria das histórias tem temas universais, como violência, e há até a adaptação de um texto escrito em sânscrito. Mas há uma identidade, uma independência na criação das histórias, que torna "Ragú" uma revista singular.

Tulípio

Há outra novidade entre os quadrinhos independentes, no eixo Rio-São Paulo: o quarto número da revista de humor "Tulípio", de Eduardo Rodrigues (texto) e Stocker (arte).
Autêntica "leitura de boteco", a revista de distribuição gratuita é estrelada por Tulípio, que sempre é retratado dentro de um bar, normalmente pedindo mais uma dose ao garçom ou tentando, em vão, atrair a atenção de mulheres bonitas.

"Tulípio" chega aos 15 mil exemplares. Além disso, irá, pela primeira vez, ser distribuída fora de São Paulo: em cinco bares no Rio, além de em 15 na capital paulista. Se Tulípio, o boêmio, de fato existisse, certamente brindaria a isso. Mais de uma vez.

quinta-feira, 15 de março de 2007

Artistas pernambucanos em homenagem a Frank Zappa

A Conrad Editora acaba de publicar uma coletânea sobre Frank Zappa, "Zappa - detritos cósmicos", organizada por Fábio Massari, o crítico e pesquisador musical fissurado pelo guitarrista amalucado e bigodudo falecido em 1993. Longe do saudosismo "ah, que falta ele nos faz", o livro tem a participação de 38 músicos, escritores, jornalistas e artistas gráficos, entre eles Fernando Bonassi, Wander Wildner, Cláudio Tognolli, Angeli, Caco Galhardo, Alan Sieber, o bluseiro André Chrstovam, Rogério Skylab, e os pernambucanos Neilton (guitarrista da Devotos), Flavão e João Lin (do coletivo de ilustradores Ragú).

"Recebi o convite através de Neilton. O Massari, que conhece a Ragú, pediu para Neilton entrar em contato comigo, Flavão, Mascaro e Amaral (do Piauí). Topei de primeira, porque também gosto da música do Zappa, não conheço profundamente, mas curto muito o espírito de experimentação e o humor corrosivo da músca dele", disse João Lin, a este blog, para o qual enviou o nada careta desenho com o qual participa da coletânea:



Abaixo, a HQ de Alan Sieber (clique para ampliar):