quarta-feira, 11 de abril de 2007

Cinema da Fundação - programação da semana



- adaptado do release da Fundaj

CINEMA da FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO

Promoção: Diretoria de Cultura - Rua: Henrique Dias, 609, Derby 3073.6688 e 3073.6689 - cinema@fundaj.gov.br – Ingressos: R$ 6,00 (inteira) – R$ 3,00 - (acima de 60 anos/estudantes

Todas as Quartas-Feiras, Professor apresentando documentação tem entrada franca no Cinema da Fundação, via “Sessão Bossa Mestre”

Além de dar continuidade à programação normal (2a. semana de Em Direção Ao Sul, 3a. semana de Pro Dia Nascer Feliz), O Cinema da Fundação traz esta semana a mostra especial Globalização, Globalizações, organizada em parceria com o Ministério Francês das Relações Exteriores e a Aliança Francesa do Recife.

Destaque da programação vai para o filme O PESADELO DE DARWIN (Le Cauchemar de Darwin, 2004), documentário indicado ao Oscar.

Esta programação terá entrada franca. Apresentaremos na Sala João Cardoso Ayres e na sala de cinema (Cinema da Fundação) uma seleção de documentários unidos pelo tema Globalização, tema que revela-se uma das principais preocupações do mundo contemporâneo. As projeções serão seguidas de um debate com especialistas e o público.

Programação de 13 a 19 de abril de 2007

2ª semana
Em Direção ao Sul (Vers le Sud, França/Canadá, 2005). De Laurent Cantet. Com Charlotte Rampling. Uma professora (branca) de literatura nos seus 50 e poucos anos visita o Haiti, nos anos 70. Desencantada com a rotina da sua vida normal, ela descobre um novo prazer nos belos corpos de rapazes negros da praia paradisíaca que visita, corpos que podem ser comprados por quantias irrisórias. O diretor Laurent Cantet investiga a divisão entre mundo rico e mundo pobre, questões de raça e sexualidade nesse filme que vira a mesa em temas geralmente vistos como “delicados” quando o ponto de vista é masculino.

105 min. / Imovision / Dolby SR / Inédito / 16 anos / Tela Plana

Sexta: 16h20 / 20h10
Sáb / dom: 18h10 / 20h10
Ter: - 16h30
Qui – 18h

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Pro Dia Nascer Feliz (Brasil, 2006). De João Jardim. Depois de investigar o olhar no bem sucedido Janela da Alma (lançado no Recife em 2002 pelo Cinema da Fundação), o cineasta João Jardim registra o adolescente brasileiro e sua relação com a escola. São meninas e meninos, ricos e pobres, em situações que revelam precariedade, preconceito, violência e esperança. Em três estados brasileiros (Pernambuco, Rio, São Paulo), em classes sociais distintas, adolescentes falam da vida na escola, seus projetos e inquietações numa fase crucial da formação. Professores também expõem seu cotidiano profissional, ajudando a pintar um quadro complexo das desigualdades no país a partir da realidade escolar. Prêmio especial do júri no Festival de Gramado 2006. Exibição em digital / Tela Plana / Dolby / 88 min. / Copacabana Filmes / Livre

HORÁRIOS
Sexta – 18h20
Sab / Dom / Qui : 16h20
Qua: 17h30

MOSTRA GLOBALIZAÇÃO GLOBALIZAÇÕES
SEGUNDA FEIRA 16
17H - Sala João Cardoso Ayres
Globalização, Violência ou Diálogo? + debate . Mondialisation, violence ou dialogue? (França, 2002). De Patrice Barrat. Cores. Duração 52’. Após os violentos eventos de Seattle e Gênova, por ocasião das cúpulas do G8, vêm o 11 de setembro e suas repercussões mundiais. A ideologia do Bem contra o Mal, a de uma guerra entre diferentes culturas e o confronto entre religiões também se enquadram no âmbito da globalização. Embora, por enquanto, as oposições entre partidários e contestadores da globalização sejam apenas verbais, não deixa de ser verdade que as visões antagonistas entre “a sociedade civil” e “os poderes instituídos” são tão generalizadas que o nosso mundo pode vir a cair na armadilha de forças que o paralisarão. Seleção Oficial - Festival do Filme de Shanghaï, 2002 - CinemAmbiente, Festival do Filme Ambiental, Itália, 2002 - 7° Festival do Filme Ambiental, Turquia, 2003 - Encontros Mídias Norte-Sul, 2003 - Festival de Bombaim, WSF, 2003.

Debatedores: Jacques Laberge e Marcos Guedes de Oliveira

Marcos Guedes de Oliveira tem pós-doutorado em Relações Internacionais pelo IHEAL de Paris, é professor de Política Externa Brasileira na UFPE e pesquisador do CNPq.

Jacques Laberge é psicanalista. Foi membro da École Freudienne de Paris. Participa da Intersecção Psicanalítica do Brasil.

19h (Cinema da Fundação) - Ilha das Flores (Brasil, 1989). De Jorge Furtado. Cores. Duração 13’. Um tomate é plantado, colhido, vendido e termina no lixo da Ilha das Flores, entre porcos, mulheres e crianças. Entre documentário e ensaio poético-político, o realizador decompõe simplesmente os mecanismos da globalização. Melhor curta, melhor montagem, melhor roteiro e prémio da crítica e do público – Festival de Gramado 1989. Urso de prata - Festival de Berlim, 1990. Prêmio da crítica e do público – Festival de Clermont-Ferrand, 1991. Prêmio do Público – competição No Budget do Festival de Hamburgo, 1991

19h15 (Cinema da Fundação) - O Pesadelo de Darwin + Debate (Darwin's Nightmare, França/Áustria/Bélgica/França, 2004). De Hubert Sauper. Cores. Duração 107’. Classificação etária Livre. Poderia começar como uma lenda oriunda da África. Nos anos 60, na Tanzânia, um peixe chamado perca do Nilo, um predador voraz que dizima todas as outras espécies, foi introduzido no Lago Victoria. Desta catástrofe ecológica nasceu uma indústria lucrativa, pois a carne branca do enorme peixe é exportada com sucesso para todo o hemisfério norte, para os países ricos. Mas, no lago, imensos aviões cargueiros da ex-URSS compõem um balé constante, abrindo caminho para um outro comércio. Pescadores, políticos, pilotos, prostitutas e industriais tornam-se cúmplices ou vítimas de um drama que ultrapassa a imaginação. As margens do maior lago tropical do mundo são hoje palco de um pesadelo da globalização. Melhor Filme Documentário Europeu - EFA 2004. Prêmio Europa Cinémas - Festival Internacional do Filme de Veneza 2004. Grande Prêmio Documentário - Festival do filme do Meio Ambiente de Paris 2004. Prêmio do Publico - Festival de Belfort 2004. Grande Prêmio do Melhor Filme - Festival de Copenhague 2004. Prêmio do Melhor Documentário - Festival de Montreal 2004. César 2006 do Melhor Primeiro Filme.

Debatedores: Marcelo de Almeida Medeiros e Fábio Hazin

Marcelo de Almeida Medeiros é Doutor em Ciência Política pela Universidade de Grenoble (França). Pesquisador do CNPq, é Professor de Ciência Política da UFPE onde, atualmente, exerce a chefia do Departamento de Ciências Sociais.

Fábio Hazin é diretor do Departamento de Pesca e Aqüicultura da Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE / PE e presidente do Cemit (Comitê Estadual de Monitoramento de Incidência de Ataques de Tubarão).

TERCA FEIRA 17
ECONOMIA - DIREITO

16h45 (Sala João Cardoso Ayres) - Por um comércio eqüitativo (Vers un commerce équitable). De Jean Lefaux, Martine Bouquin. Cores. Duração 47’. Embora o planeta se enriqueça cada vez mais, a economia dos países do Sul não consegue erradicar o círculo vicioso da miséria, sendo excluída do mercado mundial. Frente a uma economia neoliberal submetida às flutuações aleatórias do mercado, um certo número de pessoas decidiram instaurar uma maior eqüidade entre produtores e consumidores. O documentário dá a palavra aos protagonistas da produção de cacau e nos apresenta o “comércio eqüitativo” como uma outra via possível para a economia mundial, baseada em regras e valores mais humanos.

17h35 (Sala João Cardoso Ayres) - O Combate dos Juizes (Le Combat des Juges, França, 2000). De Yves Billy. Cores. Duração 52’. A criação dos Tribunais Penais Internacionais para a Iugoslávia e para Ruanda, com a finalidade de julgarem os crimes de guerra contra a humanidade e os genocídios, tornaram-se etapas necessárias na constituição de uma Corte Penal Internacional. A tenacidade de determinados homens e mulheres terminou por convencer numerosos Estados da eficácia e do potencial desses procedimentos excepcionais. O direito internacional ganha, assim, em legitimidade e abre caminho para outros recursos que no futuro serão possíveis, para que sejam respeitados os direitos humanos, econômicos e sociais de todos. Seleção francesa FIPA, 2002 (Biarritz)

ECONOMIA

18h30 - (Cinema da Fundação) - The Corporation + Debate. De Jennifer Abbott e Mark Achbar. Cores. Duração 135’. A partir da polêmica decisão da Suprema Corte de Justiça americana que atribui às corporações o status de "pessoa", são analisados os poderes destes organismos. Neste documentário, Mark Achbar e Jennifer Abbot mostram as repercussões da hegemonia das corporações na sociedade e na vida das pessoas (a exploração da mão-de-obra barata nos paises em desenvolvimento, a devastação do meio ambiente...). Baseado no best seller The Corporation: The Pathological Pursuit of Profit and Power, foram convidados CEOs, lobistas, gurus, espiões, jogadores, hipotecários, corretores de títulos e estudiosos para revelar o trabalho, impactos controversos e futuros possíveis de quatro grandes corporações. O documentário apresenta entrevistas de presidentes da Nike, Shell e IBM, além de Noam Chomsky, Milton Friedman e Michael Moore. Prêmio especial do Júri no Festival Internacional do Documentário de Amsterdã 2004. Prêmio do Público no Festival de Sundance 2004. People's Choice Award no Festival Internacional de Toronto 2003.

Debatedores: Ernani Carvalho e Ivan Moraes

Ivan Moraes Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Pernambuco e integrante do Centro de Cultura Luiz Freire, onde participa de ações de promoção do direito humano à comunicação e de análise crítica da mídia. Também ocupa a função de articulador estadual do Movimento Nacional de Direitos Humanos em Pernambuco.

Ernani Carvalho é Doutor em Ciência Política pela USP e Professor de Ciência Política da UFPE.

QUARTA FEIRA 18

SOCIAL

17h - (Cinema da Fundação) - Uma Empresa Decente + Debate . (A Decent Factory. França/Finlândia, 2004). De Thomas Balmès. Cores. Duração 79’. Ter lucros ou guiar-se por princípios morais? A questão é crucial para uma empresa como a Nokia, que está transferindo a sua produção para a China, país em que a mão de obra é barata. Seu “especialista em civilidade” visita, então, a fábrica chinesa para ver como se organiza o seu fornecedor e para tentar remediar as conseqüências da transferência de mão de obra para o exterior: corrupção, direitos humanos, higiene e habitação deixadas de lado. Mas, o que é uma empresa correta? Se as multinacionais têm tentado se dotar de uma nova imagem ética, a questão da responsabilidade social estendida aos serviços terceirizados permanece sendo um dos grandes desafios da globalização. Seleção IDFA Amsterdã, 2004 - Film Forum New York, 2005 - It’s all true Rio de Janeiro, 2005, DOCAVIV Tel Aviv, 2005 - Visions du Réel Nyons, 2005 - HOT DOCS Toronto... Prêmio Europa Festival de Berlim, 2005

Debatedores: Ana Cristina Fernandes e Marcos Costa Lima.

Ana Cristina Fernandes é arquiteta, PhD em geografia econômica pela Universidade de Sussex, Inglaterra, professora do Depto. de Ciências Geográficas da UFPE e professora orientadora do Mestrado e Doutorado em Geografia desta universidade. Bolsista do CNPq, vem trabalhando em temáticas como configurações espaciais do capitalismo contemporâneo, desenvolvimento regional e inovação tecnológica.

Filipe Reis Melo é economista, doutor em ciência política pela Universidade de Deusto (Espanha), coordenador do curso de Ciências Econômicas da Faculdade São Miguel. Atua na área de política internacional como pesquisador do D&R, grupo de pesquisa do Departamento de Ciência Política da UFPE, e da Cátedra José Martí, do Centro de Educação da UFPE.

19H15 (Cinema da Fundação) Operárias do Mundo + Debate. Ouvrières du Monde (França/Bélgica, 2000). De Marie-France Collard. Cores. Duração 57’. No outono de 1998, a marca Levi’s anuncia a sua intenção de reestruturar as suas atividades na Europa, transferindo para o exterior seus locais de produção. Na Bélgica e na França, operárias vivem seus últimos meses de trabalho na fábrica, enquanto que na Turquia, nas Filipinas e na Indonésia outras operárias lhes fazem, involuntariamente, uma concorrência fatal, sem no entanto recolher os respectivos frutos. Ao ritmo de seus combates e negociações, um sentimento de impotência persiste, face à lógica implacável da globalização econômica. Prémio do Público 11° Festival do Filme de Mulheres de Colônia, 2002 - Prémio do Público Festival Internacional Dignidade e Trabalho de Gdansk, 2004 - Prémio do melhor documentário no Festival de vídeo de Tema social de Liège, 2005.

Debatedores: Jackeline Natal, Michel Zaidan.

Jackeline Natal é pesquisadora e Supervisora do Escritório Regional do DIEESE/PE (Depto. Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Michel Zaidan possui graduação em Filosofia pela Universidade Católica de Pernambuco, mestrado em História pela Universidade Estadual de Campinas e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo. Atualmente é professor titular da UFPE. Tem experiência na área de História , com ênfase em Teoria e Filosofia da História.

QUINTA FEIRA 19
DESENVOLVIMENTO

17h (Sala João Cardoso Ayres) O Banqueiro dos Humildes . (Le Banquier des Humbles. França/Índia, 2000). De Amirul Arham. Cores. Duração 52’. Em Bangladesh, Muhammed Yunus, economista de renome, aceitou o desafio de só conceder empréstimos aos pobres, sem preconceitos econômicos ou políticos. Criou, assim, o primeiro banco de micro-crédito, o Grameen Bank. O princípio é simples: permitir que os mais desfavorecidos e em particular as mulheres possam ter acesso ao capital para financiar suas atividades. Esta revolução silenciosa afeta milhões de indivíduos, reinventando duravelmente a relação entre o banqueiro e os seus clientes. E se a miséria deixasse de ser uma fatalidade?

18h (Sala João Cardoso Ayres) Nossos Amigos do Banco + Debate. (Nos Amis de la Banque. França, 1997). De Peter Chappell. Cores. Duração 84’. A dívida dos países do Sul estaria nas mãos de uma meia dúzia de pessoas, em Washington, numa instituição financeira pouco conhecida, o Banco Mundial? Durante vários meses, são realizadas negociações entre o Banco Mundial e um país paralisado pelo seu endividamento excessivo : Uganda. Esta pesquisa de campo realça os mecanismos da tomada de decisão no mais alto nível e o envolvimento determinante do Banco Mundial e do FMI no funcionamento dos países do Sul. FIPA d’argent, 1998 – Prêmio da Biblioteca Nacional - Festival du Cinéma du Réel, 1998. Prémio do Festival Internacional do Filme Okomedia e do Festival de Freiburg, 1998. Menção do Júri da seção Ecrans Nord-Sud - Festival Vues d’Afrique Montréal 1998.

Debatedores: Clovis Cavalcanti e José Alexandre Ferreira Filho

José Alexandre Ferreira Filho é professor do departamento de economia e administração da Universidade Católica e auditor fiscal do tesouro estadual da Secretaria da fazenda; fiz mestrado em economia e doutorado em ciência política, ambos na UFPE.

Clóvis Cavalcanti é economista ecológico, pesquisador social da Fundação Joaquim Nabuco e professor da Universidade Federal de Pernambuco. Escreve quinzenalmente, aos domingos, no Diário de Pernambuco.

20h - (Cinema da Fundação) - O Pesadelo de Darwin (reprise).

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