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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O Astronauta de Mutarelli



Lourenço Mutarelli está de volta às histórias em quadrinhos. Se não como desenhista, como criador e protagonista de O Astronauta ou livre associação de um homem no espaço.

"A Terra, apesar do nome, não é o solo plano que nos sustenta. Vistam seus capacetes! Porque estamos, e sempre estivamos, no espaço", conclama o escritor.

Editado pela Zarabatana Books (52 páginas, R$ 33), o álbum é fruto dos esforços de Mutarelli, o fotógrafo Flávio Moraes e os desenhistas Fernando Saiki e Olavo Costa.

O primeiro escreveu o conto original e serviu de ator para as fotos de Moraes, que teve a ideia de realizar o projeto. Baseados nesse material, Saiki e Costa desenvolveram toda a parte gráfica, do storyboard, design gráfico, à arte final.





Imagens intercalam sua viagem subjetiva com a realidade do apartamento em que vive, em São Paulo. Enquanto repassa a história da conquista espacial, o explorador cósmico atende o telefone.

Mas o que é o telemarketing, comparado à astronomia? Constata ele: "2001, uma odisseia no espaço. 2010, continuamos aqui".

domingo, 19 de outubro de 2008

+ Mutarelli na Revista O Grito!



Desde 06 de outubro está no ar outra entrevista com o escritor e artista gráfico Lourenço Mutarelli.

O longo bate-papo foi um convite dos jornalistas Germano Rabello e Paulo Floro, e publicado pela revista eletrônica O Grito!.

Entre vários assuntos, a dupla pergunta se ele se incomoda de ser chamado de ex-quadrinista. Ao que Mutarelli responde:
"Tem pessoas que usam muito isso pra me atacar. O que me magoa nisso é eles depreciarem os quadrinhos, porque eu não parei os quadrinhos por desrespeitar, eu respeito profundamente, mas eu não gosto quando eles usam “o cara que fazia gibi”. Podem falar que meu livro é uma bosta, mas não venha atacar os quadrinhos. Não só o meu, mas qualquer quadrinho"

Leia aqui a entrevista na íntegra.

domingo, 12 de outubro de 2008

Entrevista com Lourenço Mutarelli na revista Continente de outubro



A revista Continente deste mês traz uma longa entrevista concedida a mim pelo escritor e artista gráfico Lourenço Mutarelli.

Ela surgiu de um bate papo que tive com o autor durante o 6o Festival Recifense de Literatura - a letra e a voz.

Mutarelli participou do evento em setembro, quando lançou seu novo livro, A arte de produzir efeito sem causa (Companhia das Letras), e conversando com o público em duas mesas, uma sobre literatura e cinema, e outra sobre literatura e quadrinhos.

O site da Continente traz apenas um pequeno trecho da entrevista, com direito a uma chamada do repórter Diogo Fonseca, com ilustrações do artista.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Lourenço Mutarelli traz arte múltipla ao Recife



André Dib // Especial para o Diario
andrehdib@gmail.com

A influência mútua entre literatura e quadrinhos volta à pauta da programação do Festival recifense de literatura - A letra e a voz, promovido pela Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife. Para discutir essa relação cada vez mais íntima e seus possíveis desdobramentos, o evento promove a mesa Literatura quadro a quadro, com participação de Lourenço Mutarelli, João Lin e Artur Rogério. O encontro está marcado para amanhã, às 15h, no auditório da Livraria Cultura (Paço Alfândega).

Entre outras considerações, João Lin deve trazer à mesa sua experiência em editar a Domínio Público, coletânea de contos adaptados para os quadrinhos, que acaba de ganhar nova edição pela editora paulista DCL (veja matéria abaixo). Por sua vez, Artur Rogério representa o Nós-pós, promissor coletivo da nova geração da literatura recifense. Logo após o debate, Mutarelli autografa A arte de produzir efeito sem causa (Companhia das Letras), terceiro romance de uma carreira que começou nas artes gráficas e hoje se estende à seara cinematográfica, inclusive como ator principal da adaptação de seu primeiro livro, O Natimorto, transformado em comédia noir pelo diretor Paulo Machline.

O novo livro do autor de O cheiro do ralo conta a história de um homem que abandona a família e o emprego para se hospedar na casa do pai. O elemento autobiográfico é pressentido na semelhança do protagonista com o autor: ambos têm 43 anos e foram batizados com o nome do pai. Em entrevista ao Diario, o autor confessa que, apesar de utilizar cenas e detalhes reais como matéria prima, os dois "Júnior" vivem momentos diferentes.

Na ficção, "Sênior" se preocupa com "Júnior", que desenvolve a afasia, grave doença degenerativa que aos poucos acaba com a capacidade cognitiva, principalmente de pensar e compreender as palavras. "Me inspirei em William Burroughs, que tinha em sua obra uma tentativa em destruir a linguagem". Isso se traduz visualmente no próprio livro, na presença de estranhos gráficos desenhados porJúnior / Mutarelli com caneta esferográfica azul. As interferências visuais instigam e comprometem um bocado o conceito convencional de diagramação.



Apesar do reconhecimento obtido no mundo dos quadrinhos, Mutarelli não pretende voltar à atividade, com ressalva para trabalhos puramente experimentais e sem a rigidez dos prazos editoriais. "Estava me tornando um profissional, tinha que entregar uma HQ por ano", justifica o escritor. "A literatura abriu outras portas para mim. Eu já estava cansado de fazer quadrinhos, então não foi difícil parar". Claro que as chuteiras (temporariamente?) penduradas não o impedem de falar sobre o assunto. "Minha literatura é fruto das histórias em quadrinhos. Aprendi a escrever com síntese por causa do espaço pequeno dos balões, a descrever um cenário com poucos elementos. Até a forma de abordar e aprofundar os personagens é influenciada por esse universo".

Esse texto radicalmente condensado, principalmente nos diálogos, estabelece um ritmo que encontra paralelo não somente nosquadrinhos, mas nos roteiros de cinema, o que faz deste A arte de produzir efeito sem causa um produto atípico e potencialmente renovador do fazer literário.

Serviço
A arte de produzir efeito sem causa, de Lourenço Mutarelli
Editora: Companhia das Letras
Preço médio: R$ 39,50

terça-feira, 7 de agosto de 2007

"O Cheiro do Ralo" reestréia no Cinema do Parque (Recife)



Um ralo, um olho, uma bunda. Está de volta ao Recife o fabuloso ensaio de humor negro "Cheiro do Ralo", de Heitor Dhalia ("Nina"). Ele entra em cartaz hoje, no Cinema do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista), a única sala brasileira com o incrível ingresso de R$ 1.

O filme conta a história de Lourenço (Selton Mello), o dono de uma loja de objetos usados. Ranzinza e solitário, ele busca prazer em humilhar as pessoas desesperadas que querem vender seus pertences. E isso inclui a sórdida nudez de algumas mulheres.

"O Cheiro do Ralo" é baseado no livro homônimo de Lourenço Mutarelli, que participa da produção interpretando o segurança da decadente loja de usados. Autor conhecido no mundo dos quadrinhos, Mutarelli também escreveu "Jesus Kid", lançado em 2005 pela Devir Livraria.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

Entrevista com Lourenço Mutarelli no Overmundo



A brasiliense Beatriz Leal fez uma entrevista com o grande Lourenço Mutarelli, sobre "O Cheiro do Ralo" e a relação do artista com quadrinhos, cinema, teatro e literatura. Foi pubblicada ontem no Overmundo. Para ler, clique aqui.