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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Show // Big band antecipa carnaval


Fotomontagem: Beto Figueirôa

Mais do que manifesto musical, Original Olinda Style é um modo de vida cultivado nas ladeiras da cidade-patrimônio. Vez em quando ele transmuta para novas formas como a que vem à tona neste sábado, a partir das 22h, no Mercado Eufrásio Barbosa (Varadouro).

Original Olinda Style - a festa, é fruto da união de forças das bandas Eddie e Orquestra Contemporânea de Olinda. Essa é a primeira edição do projeto, que pretende circular o país e coloca 16 músicos no palco, uma big band pra ninguém botar defeito. Para completar o time, foram escalados Lula Queiroga, Rogerman (Bonsucesso Samba Clube), Gabriel Melo (Academia da Berlinda) e os DJs das noites cubanas Edinho Jacaré e Waldir Português.

Percussionista e idealizador da OCO, Gilú assina a direção artística com Fábio Trummer, líder da Eddie. "Vai ser uma festa bem pra frente, dançante, no clima de prévia carnavalesca", diz Gilú, que adianta a dinâmica do show. "Começa com quatro vocalistas cantando o repertório da Orquestra: Tiné, Maciel Salú, Fabinho e Urêa, que toca percussão comigo. Andret, que toca teclado na Eddie, também participa. Depois entra a Eddie, que toca com arranjo de metais da Orquestra. No final todo mundo sobe no palco, será a apoteose".

Além do repertório dos dois grupos, Rogerman traz os clássicos Carimbó ladrão e O samba chegou; Lula Queiroga canta Energia e Vida boa, da Eddie; e Gabriel Melo, Cumbia do passarinho e Envernizado. Todas elas ganharam novos arranjos, inclusive a música Ciranda de maluco (Otto). Os ingressos custam R$ 40 (na hora) e R$ 20 (meia-entrada ou antecipado). Informações: 9113-4319.

(Diario de Pernambuco, 08/01/2010)

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O salto da Orquestra



Com apenas três anos de carreira, a Orquestra Contemporânea de Olinda acaba de confirmar sua primeira turnê internacional. Será nos Estados Unidos, entre os meses de março e abril de 2010. O circuito começa com o festival South by Southwest, em Austin, Texas, e termina 30 dias depois em Miami, no Heineken TransAtlantic Festival. Quem traz a notícia é Melina Hickson, que assumiu a agenda da banda para o exterior.

"Estes shows estão confirmados e estamos negociando outros em Nova York, Nova Orleans, Chicago e Washington", diz a produtora. Argentina e Uruguai são outros países na mira de Melina, que também agencia o compositor Siba Veloso fora do Brasil.

Enquanto março não vem, a banda comemora com uma série de shows no Recife. O primeiro será hoje, na Feira Música Brasil, em programação que ainda traz, entre outros, Kassin, Wilson das Neves, Cidadão Instigado, Pitty e Marcelo D2. Na virada do ano, a festa será no palco do Acaiaca, em Boa Viagem. No dia 9 de janeiro, ao lado da banda Eddie, a banda participa do projeto Original Olinda Style, nas dependências do Mercado Eufrásio Barbosa.

Até o momento, a série de shows nos EUA é o ápice de uma trajetória que já rendeu uma indicação ao Grammy Latino 2009, à final do Prêmio da Música Brasileira (ex-prêmio Tim) e o reconhecimento da mídia especializada - o New York Times publicou resenha elogiosa e o jornal O Globo considerou o show da OCO um dos melhores do ano passado.

A big band, forjada nas ladeiras de Olinda na conjunção de artistas do cenário pop com músicos de uma antiga orquestra de frevo, também é recordista de shows fora do estado. Somente em 2009, são mais de 80 apresentações em 10 estados brasileiros. Turnê patrocinada pela Fundarpe, que investiu R$ 60 mil. "Fizemos esse dinheiro render o máximo", diz o empresário da banda, José Oliveira. Para conseguir espaço e logística longe de casa, ele adotou a estratégia de cultivar agentes locais. Os shows, garante, são todos lotados. "Convocamos bastante público pela comunidade do MySpace e com um mailing eletrônico gigantesco".

A OCO surgiu do encontro entre Oliveira e Gilú, que atua como percussionista, compositor e arranjador do grupo de dez músicos, que inicialmente participavam como contratados, mas terminaram por absorver o espírito do projeto. "Eles entraram na viagem. Perceberam que o trabalho não acaba quando descemos do palco. Os músicos que vão se sobrepor são os que estão ligados nisso", diz Gilú.

O primeiro núcleo da OCO responde pela base criativa: Gilú, Tiné (voz), Maciel Salú (voz e rabeca), Juliano Holanda (guitarra), Hugo Gila (baixo) e Rapha B. (bateria). O segundo é um naipe de sopros do Grêmio Musical Henrique Dias: Daniel Marinho (trompete), Ibraim Genuíno (trombone), Alex Santana (Tuba), liderados pelo maestro Ivan do Espírito Santo (flauta, sax alto, barítono e tenor).

Uma das primeiras conquistas veio no ano passado, quando a Slap, selo da Som Livre para bandas independentes, incluiu o primeiro álbum em seu catálogo. Com o nó da distribuição desatado, a tiragem de 5 mil CDs foi rapidamente esgotada. Um segundo álbum de inéditas está a caminho e deve incluir DVD e tiragem em vinil.

(Diario de Pernambuco, 11/12/2009)

quinta-feira, 26 de março de 2009

Olinda // Latin Jam marca volta do Black Jack


ARTE DE IRANDÊ

Semana que vem o Black Jack Pub reabre as portas com a festa Latin Jam. Os organizadores informam que o casarão da Praça de São Pedro (número 32) está reformado, refrigerada e com tratamento acústico.

Será na próxima quinta-feira, 02 de abril, 22h. A entrada custa R$ 5. Informações, 9118-6496 e 8107-2587.

A festa Latin Jam é criação dos músicos Chileno Juan Podesta (Ex-Salsamérica), Arodis Pompa (Cuba) e Armando Fuentes (Venezuela).

A ideia é promover reunião com convidados de Pernambuco e parceiros de composição, entre eles, Tiné (Academia da Berlinda), Gilsinho (Orquestra Contemporânea de Olinda), Bruno Vinezof (Azabumba), Guga Amorim (A Roda) e Guga Rasta (Quarteto Olinda). Na discotecagem, DJs João DL e Naguê.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Super-heróis também pulam carnaval


Na noite de sábado, uma das prévias mais disputadas do carnaval pernambucano rendeu uma festa de primeira linha. Uma olhada na fila do banheiro e lá estão Amy Winehouse, Mulher Gato, uma guerreira espartana e uma índia Xucuru, o que nos dá a certeza de que, se ainda não estamos bêbados, estamos na prévia do bloco Enquanto Isso na Sala da Justiça. A maior concentração de pessoas vestidas de super-herói do mundo começou pelas 21h, mas somente às 23h a Orquestra Contemporânea de Olinda fez as honras de abrir alas para uma festa que só terminaria às 6h, ao som da Escola de Samba Preto Velho.

Enquanto a Orquestra Contemporânea de Olinda providenciava o tempero local em show com três músicas inéditas, e algumas provocações envolvendo times de futebol, uma volta pelo pavilhão do Centro de Convenções deu a entender que a festa não é só para super-heróis e vilões. Entre óbvios (e muitas vezes capengas) Batmans e Homens-aranha, havia criativas fantasias de Tetris (o jogo de encaixar tijolos), Indiana Jones, Jesus Cristo Superstar, Tetrahidrocanabinol (o THC, princípio ativo da maconha), e um agrupamento de guerreiros medievais, provavelmente à espera dos "Cavaleiros que dizem Ni" (bem ao estilo do filme Em busca do cálice sagrado, de Monty Phyton).

Um inesperado blecaute assolou o Complexo de Salgadinho, parou a festa por poucos minutos - e os famigerados acessórios fluorescentes finalmente mostraram a que vieram, salvando cangaceiros, sushimen, vendedores de cachorro quente e Freddie Kruger da escuridão total.


Fabinho Trummer atacou de DJ após o show da Orquestra, e outra volta pelo salão revelou boas fantasias, pinçadas a dedo: alguns Coringas de Heath Ledger, um Darth Vader, policiais do Bope e uma versão decadente para Maradona. Os X-Men também marcaram presença, com Tempestade, Ciclope e Wolverine. Uma das melhores fantasias foi produzida pelo administrador Alexandre S. Ferrer, 23 anos. Ele encarnou Rorschach, o perturbado anti-herói de Watchmen, antecipando o filme que estreia em março. "Fiz a máscara com uma camiseta e tinta de pincel atômico. Ela e o sobretudo esquentam. Faz calor mas vale a pena porque é só uma vez por ano", disse Ferrer. Outra fantasia caprichada foi a do consultor de vendas Vinicius Leonardo, 25 anos, que atacou de Dr. Octopus com tentáculos feitos de lanternas, conduítes e garrafas pet.

Quando o coletivo paulistano Instituto subiu ao palco com o projeto Tim Maia Racional, muita gente já esperava o melhor show da noite. Na linha de frente, montada por B.Negão, Thalma de Freitas e Carlos Dafé, só faltou baixar o próprio Tim. "Minha barriga já é uma fantasia de Tim Maia", brincou o rapper B Negão antes de subir no palco. Com repertório de pérolas como Que beleza, O caminho do bem e Ela partiu, podemos definir o momento mais especial da noite com um termo usado por B.Negão: "classe".

Por volta das 3 da manhã, a aguardada presença de Jorge Benjor e Banda do Zé Pretinho não decepcionou, apesar do som demasiado estridente e do esquema pout-pourri adotado por Benjor nos últimos anos. Seria na base do piloto automático, não fosse a benção das canções setentistas A minha menina, Mas que nada, Chove chuva e Que maravilha.

Dos camarotes do primeiro andar a visão era bonita. O público, algo em torno de 10 mil pessoas (de acordo com a organização, mas há quem diga que atingiu os 15 mil pagantes), encontrou uma festa bem organizada, sem confusão, banheiros limpos e cerveja gelada. "Começamos no tamanho P, nos tornamos M, e se a prévia virar G a gente ocupa o outro lado", comemorou o DJ Bahiano, um dos organizadores do bloco.

Para ele, a opção por profissionalizar as atividades foi uma questão de acompanhar um novo momento para a Sala da Justiça, que começou em 1995 no quintal de amigos em Olinda, e passou pelo Clube Atlântico, Biblioteca de Olinda, Mercado Eufrásio e a Fábrica Tacaruna, considerado até hoje o melhor endereço. A saída do bloco durante o carnaval continua no mesmo bat-dia e bat-local: próximo domingo, às 10h, do Alto da Sé.

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Tem arte na capa do CD da Orquestra Contemporânea de Olinda



Paulinho do Amparo aprontou mais uma. Desta vez é a arte da capa do CD de estréia da Orquestra Contemporâea de Olinda.

Paulinho é autor de alguns dos encartes mais bacanas da cidade. Tome como exemplo os trabalhos com a Mundo Livre, Shina-o-town, 3 Ets Records! e para o filme Baixio das Bestas, de Cláudio Assis.


CAPA PARA BEBADOGROOVE VOL 1. - MUNDO LIVRE

O álbum da Orquestra Contemporânea tem 11 faixas, e conta com a participação especial de Isaar de França, Maestro Ademir Araújo (da Orquestra Popular do Recife) e DJ Rossi Love.

O show de lançamento será no domingo, 27 de abril, no coreto da Praça do Carmo, em Olinda. Entrada franca.

Por enquanto, o disquinho será vendido somente duranto o show, ao preço de R$ 10. O motivo é que o grupo fechou contrato com a Som Livre, que fará a divulgação e distribuição nacionalmente.

Para uma prévia, basta acessar o MySpace da Orquestra, onde estão disponíveis seis das onze faixas do CD.