sábado, 20 de setembro de 2008

Elegia à loucura - Batman: Arkham Asylum



É possível afirmar que Christopher Nolan se inspirou em três HQs para compor seu filme Batman - o cavaleiro das trevas - certamente o melhor filme do personagem até o momento.

A piada mortal, de Alan Moore e Brian Bollan), O cavaleiro das trevas, de Frank Miller e Lynn Varley e Asilo Arkham, de Grant Morrison e Dave McKean.



Vale a pena se dedicar especificamente a este último. Não só pela arte inigualável de McKean (eminente capista de Sandman), mas pelas situações criadas por Morrison (All Star Superman). Se você achou punk o Coringa interpretado por Heath Ledger, precisa conhecer este aqui.

Grande parceria, publicada no Brasil em 1990 pela Editora Abril - e hoje, item de colecionador. Vale a pena procurar nos sebos, assim como a reedição comemorativa de 15 anos, publicada nos EUA pela DC Comics.

Me lembro bem de ter lido a repercussão no jornal, numa época em que notícias sobre quadrinhos eram coisa rara.

As HQ chocou bastante na época, e dá pra entender porque. "Não sou gostoso o bastante para ser comido?", perguntou o palhaço para o morcego.

Batman nunca tinha sido atacado desta forma até então... sobrou até comentários maliciosos no que diz respeito à natureza do relacionamento entre o morcego justiceiro e seu pupilo, o Robin.


"RELAXA, BUNDINHA DE FERRO"


Assim como o coringa nunca havia sido apresentado assim, a face enlouquecida do mal. A trama se passa toda dentro do asilo, um espaço exclusivo para criminosos insanos. Nele, todos os inimigos de Batman estão presos (menos o Pingüim, que é considerado apenas excêntrico), quando o Coringa resolve promover um motim. O objetivo é atrair Batman para o sanatório onde, na opinião dos malucos, ele realmente pertence.

Paralelamente, é contada a história da antiga dona do casarão, que viveu no século 19.


"O QUE FOI, TOQUEI NUM NERVO EXPOSTO? COMO ESTÁ O GAROTO-PRODÍGIO? JÁ COMEÇOU A SE DEPILAR?"

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Monstro Amor lança CD na FESTinstalação



Monstro Amor é o nome da banda.

Eles acabam de lançar CD. 14 faixas experimentais e dançantes. Tudo gravado ao vivo, em estúdio.


EVANDRO Q? DURANTE A SESSÃO DE ESTÚDIO

"Free rock", define Evandro Q?, idealizador do projeto, ativista político, DJ e dono de bar. Participam do projeto Victor, o Mago (tecladista e pianista, ex-Zé Povinho); Robson Schizo (ex – 3°Mundo, Headsbacon & suas Acerolas Explosivas, Garapa Nervosa, A Head Ahead); Grilo (Conceição Tchubas, Gnomos da Metrópole, Grilowsky, Nuclear Extreme, Organização do Reino das Trevas, Geladeira Metal); e Roma Roma (Alice Quer Ser Punk, Missão Oriunda do Caos).

A arte é de HKE (Henrique Koblitz), em projeto gráfico que faz do encarte um pôster dobrável:



A "monstralização" começa hoje (sábado), às 20h, no IRAQ. Sem hora pra terminar.

Ainda na programação:

Performances de Biagio Pecorelli, Orlando Nascimento e Léo Resende; instalações de origamis de Adriana Mendonça, Eva Duarte, Giselle Gouveia e Maité Kulesza; cerâmica de Cristiane Mergulhão e Cláudia Holanda; sonora de Eva Jofilsan; exposições de móbiles de Cris da Hora, fotografias de Josivan Rodrigues e desenhos de Cleto Campos.

VJ: Fernando Peres

DJs: Evandro Q?, Trazom, Dani Brilhante e Abel.

Desenho de luz: Trazom

Olho de Bolso lança livrinho na FESTinstalação



"Homem da Roça, a lida com o gado foi tudo que aprendeu.
Caboclo simples, na fazenda servil por muito viveu."

Esta é uma poesia de Luca Barreto, artista, talentoso fotógrafo do coletivo Canal 03, que lança livro, ou melhor, o livrinho Domingos, amanhã, durante o evento multimídia FESTinstalação, onde haverá outras atrações simultâneas do SPA. Aliás, ouvi dizer que vão colocar uma língua gigante na entrada da casa.



Entrada a R$ 5.

Domingos é o novo título da coleção Olho de Bolso, editado pela Livrinho de Papel Finíssimo Editora e o selo Ragú Zine, e que agora entra em nova fase.

Conheça os outros títulos aqui, aqui e aqui.

Livrinho a R$ 5.

A sessão de autógrafos e a conversa com o autor começam às 20h, no bar de Seu Biu e segue noite adentro no IRAQ, onde será inaugurado o ponto de venda permanente da Livrinho. Endereço do Bar de Seu Biu: Rua do Sossego, 144. Endereço do IRAQ: em frente ao Bar de Seu Biu.

O release do convite diz que a poesia de Luca "revela as cascas de um sertanejo, filósofo da vida e da pedra, cujas agruras frente aos conflitos com os homens e com amor o levam a se isolar em uma gruta, se tornando assim, mais humano. Um poema pessoal geoetnográfico, fruto das andanças e documentações desse profissional humanista da fotografia, rico nas texturas visuais da rocha, detritos humanos e da paz de uma vida ressequida".

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

"Hellboy - o exército dourado", nesta sexta nos cinemas



Criação máxima do quadrinista norte-americano Mike Mignola, o fortão mau humorado Hellboy estréia sua segunda aventura cinematográfica nesta sexta-feira.

Hellboy - o exército dourado é dirigido por Guillermo del Toro (Labirinto do Fauno), o mesmo da primeira sequência. No Brasil, o filme chega bem depois dos EUA, onde desde junho está em cartaz, inclusive desbancando Hancock e Eddie Murphy.

Pra quem quer tirar o atraso logo, amanhã (terça, 02/09) tem pré-estréia, às 21h, no Multiplex Recife (Boa Viagem).


HELLBOY, BY MIKE MIGNOLA

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Lourenço Mutarelli no Recife



O senhor acima se chama Lourenço Mutarelli. A reprodução é um auto-retrato publicado em A arte de produzir efeito sem causa, seu novo livro, e o primeiro editado pela Companhia das Letras.

Ele chegou ontem ao Recife, para uma série de atividades a convite do 6º Festival Recifense de Literatura - A Letra e a Voz. Uma delas será o debate Literatura Quadro a Quadro, ao lado de João Lin (coletânea Domínio Público - ver post abaixo) e Artur Rogério (coletivo Nós-Pós). Anote aí: será amanhã, às 15h, no auditório da Livraria Cultura (Paço Alfândega). Após o debate, sessão de autógrafos.

Ontem tive o prazer de conhecer Mutarelli. Foi durante o debate sobre literatura e cinema ao lado de Homero Fonseca e Fernando Monteiro. Entre outros assuntos, ele disse que não se sente proprietário de seus trabalhos, por isso não precisa ter controle sobre as adaptações de seus livros para o cinema, como no caso de O cheiro do ralo (dirigido por Heitor Dhalia) e O natimorto (dirigido por Paulo Machline). Ele considera este último, com estréia prevista para o começo de 2009, como um filme estranho e mais condizente com sua estética. Mas há a ressalva: "eu não faria tão pesado".

Assim como em O Cheiro do Ralo, Mutarelli participa da produção como ator, desta vez, o protagonista. Para compor o personagem, ele teve que perder peso e se submeter a um preparador de elenco. "Ele disse para usar o constrangimento a meu favor. Não costumo me orgulhar do que faço, mas gostei do resultado", confessou.

Sobre a carreira de quadrinista, ele diz ter desistido por estar preso a uma teia de cobranças da antiga editora (Devir). "Entrei numa crise que me deixou um ano e meio sem desenhar", contou. "Me especializei tanto em bico de pena que não havia mais descobertas. Voltei a desenhar há pouco tempo, com materiais precários, onde não tenho tanto controle do resultado".

Saiba mais sobre Mutarelli e a coleção Domínio Público clicando aqui ou nos posts abaixo.

Lourenço Mutarelli traz arte múltipla ao Recife



André Dib // Especial para o Diario
andrehdib@gmail.com

A influência mútua entre literatura e quadrinhos volta à pauta da programação do Festival recifense de literatura - A letra e a voz, promovido pela Fundação de Cultura da Prefeitura do Recife. Para discutir essa relação cada vez mais íntima e seus possíveis desdobramentos, o evento promove a mesa Literatura quadro a quadro, com participação de Lourenço Mutarelli, João Lin e Artur Rogério. O encontro está marcado para amanhã, às 15h, no auditório da Livraria Cultura (Paço Alfândega).

Entre outras considerações, João Lin deve trazer à mesa sua experiência em editar a Domínio Público, coletânea de contos adaptados para os quadrinhos, que acaba de ganhar nova edição pela editora paulista DCL (veja matéria abaixo). Por sua vez, Artur Rogério representa o Nós-pós, promissor coletivo da nova geração da literatura recifense. Logo após o debate, Mutarelli autografa A arte de produzir efeito sem causa (Companhia das Letras), terceiro romance de uma carreira que começou nas artes gráficas e hoje se estende à seara cinematográfica, inclusive como ator principal da adaptação de seu primeiro livro, O Natimorto, transformado em comédia noir pelo diretor Paulo Machline.

O novo livro do autor de O cheiro do ralo conta a história de um homem que abandona a família e o emprego para se hospedar na casa do pai. O elemento autobiográfico é pressentido na semelhança do protagonista com o autor: ambos têm 43 anos e foram batizados com o nome do pai. Em entrevista ao Diario, o autor confessa que, apesar de utilizar cenas e detalhes reais como matéria prima, os dois "Júnior" vivem momentos diferentes.

Na ficção, "Sênior" se preocupa com "Júnior", que desenvolve a afasia, grave doença degenerativa que aos poucos acaba com a capacidade cognitiva, principalmente de pensar e compreender as palavras. "Me inspirei em William Burroughs, que tinha em sua obra uma tentativa em destruir a linguagem". Isso se traduz visualmente no próprio livro, na presença de estranhos gráficos desenhados porJúnior / Mutarelli com caneta esferográfica azul. As interferências visuais instigam e comprometem um bocado o conceito convencional de diagramação.



Apesar do reconhecimento obtido no mundo dos quadrinhos, Mutarelli não pretende voltar à atividade, com ressalva para trabalhos puramente experimentais e sem a rigidez dos prazos editoriais. "Estava me tornando um profissional, tinha que entregar uma HQ por ano", justifica o escritor. "A literatura abriu outras portas para mim. Eu já estava cansado de fazer quadrinhos, então não foi difícil parar". Claro que as chuteiras (temporariamente?) penduradas não o impedem de falar sobre o assunto. "Minha literatura é fruto das histórias em quadrinhos. Aprendi a escrever com síntese por causa do espaço pequeno dos balões, a descrever um cenário com poucos elementos. Até a forma de abordar e aprofundar os personagens é influenciada por esse universo".

Esse texto radicalmente condensado, principalmente nos diálogos, estabelece um ritmo que encontra paralelo não somente nosquadrinhos, mas nos roteiros de cinema, o que faz deste A arte de produzir efeito sem causa um produto atípico e potencialmente renovador do fazer literário.

Serviço
A arte de produzir efeito sem causa, de Lourenço Mutarelli
Editora: Companhia das Letras
Preço médio: R$ 39,50

Olavo Bilac e companhia em HQs da Domínio Público



Renato L // Diario
renatol@diariodepernambuco.com.br

O projeto Domínio público - literatura em quadrinhos, idealizado pelos pernambucanos João Lin e Mascaro (editor de arte do Diario e do Aqui PE), colocou um desafio instigante diante de um grupo de jornalistas e quadrinistas: adaptar para o universo dos comics uma série de narrativas de autores brasileiros canônicos como Machado de Assis, Augusto dos Anjos, Olavo Bilac e Lima Barreto. Lançado de forma independente em 2006, o primeiro volume retorna às prateleiras pela editora DCL, com outro formato gráfico, que reforça a riqueza narrativa e visual das histórias selecionadas.

João Lin e Mascaro aproveitam no novo projeto a experiência adquirida com a revista Ragú, produzida por eles, que já está na sétima edição - um feito e tanto em um mercado rarefeito para os quadrinhos como o nordestino. O título da nova empreitada dá uma pista dos objetivos da dupla: driblar as restrições cada vez mais contestadas das leis de direito autoral e divulgar a obra de autores muito citados, mas, às vezes, pouco lidos. "Sempre acreditamos no potencial desse produto para sair do gueto underground. O acordo firmado com a DCL nos dá uma distribuição nacional mais eficiente", afirma Mascaro.

A entrada em cena da editora paulista tem uma explicação: o governo federal incorporou os quadrinhos ao Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE), um projeto instituído em 1997 para facilitar o acesso de professores e alunos aos bens culturais. Esse mercado estatal, cobiçado por toda a indústria do livro brasileira, possibilita que uma obra como Domínio público alcance uma tiragem inicial em torno dos 15 mil exemplares. Agora, a estudantada - mas não só eles, claro - pode conhecer com mais facilidade as adaptações para quadrinhos de contos como O homem que sabia javanês (Lima Barreto), A cartomante (Machado de Assis) e O soldado Jacob (Medeiros e Albuquerque).

"Trabalhar com material desses nomes canônicos foi uma maneira de contornar a escassez de bons roteiros dos quadrinhos nacionais", afirma Mascaro. Para escolher as duplas de adaptadores e ilustradores, ele e João Lin levaram em conta a compatibilidade dos potenciais convidados com o estilo dos contos originais. "Em alguns casos, a adaptação foi feita antes da quadrinização. Em outros, se deu exatamente o contrário. As duplas tiveram autonomia para decidir sua maneira de funcionar", conta Mascaro. Vários jornalistas pernambucanos - ou radicados no Estado - estão entre os escolhidos pelos idealizadores, como Júlio Cavani e André Dib, ambos repórteres do Viver, e de Lydia Barros,ex-editora do Viver.

O segundo volume da série Domínio público, reunindo autores estrangeiros como Bram Stoker e Esopo, também foi publicado de forma independente e pode ser encontrado nas livrarias. Por enquanto, a DCL ainda não confirma seu relançamento nacional. Mas Lin e Mascaro não perdem tempo: eles planejam, agora, um terceiro volume, dedicado ao realismo fantástico.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Let the sunshine in - Wood & Stock na Antologia Chiclete com Banana



Podes crer, não é flashback. Wood & Stock, os últimos dos dinossauros, são a capa da Antologia Chiclete com Banana nº 6 (Devir / Jacarandá, R$ 6,90).

Além da dupla hippie, outros personagens fazem a cabeça do leitor, neófito ou nostálgico: o Pequeno Lobatinho (a fotonovela), Walter Ego, New Imbeciw, e claro, os impagáveis Los Três Amigos.

A seguir, uma seleção do Quadro Mágico faz uma prévia da viagem que está a nova revista.









sábado, 23 de agosto de 2008

Um longo Despertar



Separações levam a pensar nas diferenças entre o antes e o depois de uma relação, e como a recente experiência será levada (ou o levará) até o fim dos dias. Agora que tudo terminou, não sou mais o mesmo, assim como vejo o outro - e o mundo - com outros olhos.

Neste mês de agosto se encerra a longa relação entre leitores brasileiros e a mais famosa criação do escritor inglês Neil Gaiman. Sandman - despertar (Conrad, R$ 69,90) é o décimo e último livro desta série em quadrinhos que marcou época, e que desde 2004 estava sendo republicada pela Conrad em definitivos volumes de luxo.



Até então, a série tinha sido lançada em 75 números no formato comics. No Brasil, a primeira edição data de 1989, pela Editora Globo. Naquela época (assim como hoje, talvez), não havia nada tão elaborado conceitualmente nos quadrinhos.

Sandman (Homem da areia) é um personagem da cultura popular européia, que sopra areia nos olhos para as crianças dormirem. Reinventado por Gaiman, ele assume a identidade de Lorde Morpheus, mestre do Sonhar, reino habitado por todos nós em algum momento da vida. Para saber mais sobre Sandman e seus irmãos Perpétuos, clique aqui.

Um universo paralelo certamente fantasioso, porém tão detalhado em nuances que parece real. Me lembro bem da minha primeira percepção involuntária dessa realidade não aconteceu enquanto lia a HQ, mas no ato corriqueiro de preparar uma comida. Naquele momento percebi que obras de arte são assim, permanecem vivas após o contato.

Para existir, uma relação precisa levar a lugares novos, neste caso, no mínimo, estranhos. De forma que o fim chega envolto de melancolia e certa resistência, como naqueles sonhos bons que, a despeito dos ânimos, insistem em terminar.

sábado, 9 de agosto de 2008

Calvin e Haroldo de volta em "Yukon Ho!"



A Conrad Editora acaba de lançar Yukon Ho!, mais um volume das "obras completas" de Calvin e Haroldo. Este é o quarto título nacional dedicado à criação mais famosa do cartunista Bill Waterson.

Desde os anos 80 suas tirinhas freqüentam jornais de todo o mundo.

Muitas vezes, uma tira em quadrinhos é algo descartável, que vai pro lixo junto com seu suporte, o jornal. Em alguns casos, no entanto, o material é tão bom que chega a doer vê-lo como papel pra embrulhar peixe. É o caso do trabalho de Waterson, que agora ganha o tratamento que merece.

Calvin é um menino irriquieto, o típico "pestinha" que inferniza a vida dos pais. Filho único de um casal classe média norte-americano, ele tem em seu tigre de pelúcia, Haroldo (em inglês, Hobbes, em homenagem ao filósofo), um cúmplice sutil e sensível com o qual vivencia uma realidade paralela própria das crianças.

Ao contrário do que parece, Calvin e Haroldo dialoga mais com adultos do que crianças. Seu universo representa um paraíso perdido para os crescidos, e aí reside o carisma poético e por vezes melancólico de sua leitura.

A trabalhos assim costuma-se atribuir um nome: clássico.

Abaixo, leia uma das tirinhas selecionadas pelo Quadro Mágico.


sexta-feira, 8 de agosto de 2008

A Turma da Mônica, 40 anos depois

Sinal dos tempos: a Turma da Mônica cresceu. E virou mangá, lançado pela Panini Editora.

A seguir, o Quadro Mágico traça uma breve linha do tempo da personagem:


AGOSTO DE 1968




AGOSTO DE 2008:

sábado, 2 de agosto de 2008

The Spirit, o filme vem aí



Marcado para dezembro a estréia mundial de The Spirit, o herói de Will Eisner trazido às telas por Frank Miller.

O trailer já circula na internet, e demonstra sérias semelhanças com Sin City, co-dirigido por Miller ao lado de Robert Rodriguez.

No elenco, Gabriel Macht (Spirit), Eva Mendez (Silken Floss) e Samuel Jackson (The Octopus).

Prontuário 666 - lançamento em São Paulo

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Paulo do Amparo expõe no Bar Central a partir de hoje



Paulo do Amparo se prepara para mostrar suas telas no Bar Central. "Jazz", uma seleção de telas de tinta acrílica sobre lona e temas musicais, estará em exposição a partir de hoje, às 20h. O Central fica à Rua Mamede Simões, 144, Boa Vista, Recife.

O cartaz, objeto de cleptomania generalizada em lugares públicos, é serigrafado.

O evento "talvez" (diz o release) tenha jam session com Fernando Peres, Igor, Paulinho do Amparo, Grilo e convidados. "Nada de geladeira metal: jazzinho acústico e calminho. Música contemporânea do bem", complementa Paulinho. Abaixo, duas telas feitas para a exposição.





domingo, 11 de maio de 2008

Arte da capa de Combat Samba, novo CD da Mundo Livre



Taí a capa do novo CD da Mundo Livre, Combat Samba. A arte é autoria do casal Jorge duPeixe e Valentina Trajano, responsáveis pelo visual de outros disquinhos pernambucanos.

Trata-se de uma coletânea com apenas uma canção inédita, produzida por Carlos Eduardo Miranda. A parceria remonta ao primeiro álbum do grupo, Samba Esquema Noise, de 1993.

O nome do disco é uma paródia de Combat Rock, clássico oitentista do grupo punk britânico The Clash, forte influência para Zeroquatro e companhia.

Para conhecer outras capas bacanas da recente safra made in Pernambuco, leia matéria minha na revista Continente Multicultural deste mês.

terça-feira, 6 de maio de 2008

Watchmen - o filme vem aí



Aproveitando a sacada de Evan Shaner (no post abaixo), o Quadro Mágico informa que Watchmen, o filme, tem estréia marcada para março de 2009.

A adaptação será dirigida Zack Snyder, o mesmo que trouxe para o cinema Os 300 de Esparta de Frank Miller. E realiza algo há décadas desejado - e temido - pelos leitores de quadrinhos.

No elenco não há super-astros: Malin Akerman como Laurie Juspeczyk (Silk Spectre); Billy Crudup como Jon Osterman (Dr. Manhattan); Matthew Goode como Adrian Veidt (Ozymandias); Jackie Earle Haley como Walter Kovacs (Rorschach); Jeffrey Dean Morgan como Edward Blake (O Comediante); e Patrick Wilson como Dan Dreiberg (Nite Owl).

Criado na década de 1980 por Alan Moore com desenhos de David Gibbons, Watchmen é, ao mesmo tempo, uma crítica ferrenha à política belicista norte-americana e ao universo alienante dos super-heróis.

Bem ao gosto de Moore, os personagens são paródias melhoradas dos super-famosos Batman, Superman, Mulher-Maravilha, Capitão América, etc. Todos eles são construidos com problemas psicológicos e familiares, tudo bem longe da perfeição divina desenhada, por exemplo, por Alex Ross.

Ao que parece, e a julgar pelas fotos de Clay Enos, a obsessão de Znyder em clonar quadro-a-quadro histórias de papel para a película continua firme e forte. Se isso é uma qualidade louvável ou desastrosa (como foi em 300), só o tempo dirá.













Peanuts meets the Watchmen



Que tal o universo de Watchmen através do ponto de vista do cartunista Charles M. Schulz (1922-2000)?

Nele, Charlie Brown é Doutor Manhattan, Linus é o Comediante, Schroeder é Ozymandias, Lucy é Sally Juspeczyk, Chiqueirinho é Nigh Owl, e Snoopy é o perturbado Rorschach.

Claro que Schulz jamais faria isso com seus amados personagens.

Trata-se de uma brincadeira do jovem cartunista Evan T. Shaner, de Michigan.

Criado nos anos 1980 por Alan Moore com desenhos de Dave Gibbons, Watchmen é considerado um marco nas histórias em quadrinhos. Apesar de contar com um Comediante no grupo, seu enredo está bem longe do bom humor das tirinhas de Schulz. Veja a aparência original dos Wacthmen a seguir:

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Por Tutatis! Milo Manara arrasa Asterix e Obelix



A cena acima não é ilusão de ótica.

Uma beldade de Milo Manara deu mesmo uma surra em Asterix e Obelix.

Cansada de perder seus noivos romanos para a força incomum dos gauleses, ela vai acertar contas na pequena e irredutível aldeia.

Esta é uma amostra do mais novo álbum de Asterix, publicado no Brasil pela editora Record.



Asterix e seus amigos é, na verdade, uma homenagem aos 80 anos do artista Albert Uderzo, que ao lado de René Gosciny (falecido há 30 anos) criou uma das melhores séries em quadrinhos da história.

Do time de 34 desenhistas convidados, Manara é sem dúvida o autor mais notório entre o público brasileiro.

Entre outros personagens menos conhecidos, contracenam com Asterix e Obelix o caubói Lucky Luke (por Achdé & Gerra), e o Pato Donald (pelo chileno Vicar, que desde 1971 desenha histórias da patolândia para a Disney).

terça-feira, 29 de abril de 2008

Tem arte na capa da banda Anjo Gabriel



Esta é a capa do CD da Anjo Gabriel (Ripohlândia Records).

Banda da nova safra do rock pernambucano. Na formação, Marco da Lata (baixo e voz), Cristiano (guitarra e voz), André Sette (teclados), Junior da Jarra (bateria e percussão) e Ch Malves (bateria e percussão).

A arte é baseada nos cartazes do antológico Filmore East Festival.

Para conehecero som do grupo, basta encomendar um disquinho pelo telefone (81) 8885-0632 ou escrever um email para marcodalata@hotmail.com

Delivery Service of Corpse - cliente morto não paga??



Em uma universidade budista de Tókio, alunos com habilidades paranormais abrem a empresa KUROSAGI, em japonês, serviço de entrega de corpos.

Clientes não faltam: cadáveres com assuntos pendentes entre os vivos. Procura grande, concorrência zero.

Esse é o enredo de Delivery Service of Corpse, mangá de Eiji Ohtsuka e Housui Yamazaki lançado este mês pela Conrad.


UM DOS CLIENTES DA PROMISSORA EMPRESA

Se trata de uma série de suspense e terror, com toques de humor negro.

O segundo volume se encontra em pré-venda no site da editora, ao módico preço de R$ 12,90.

Quem disse que cliente morto não paga??