Mostrando postagens com marcador erotismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador erotismo. Mostrar todas as postagens

sábado, 30 de junho de 2007

Matéria sobre erotismo em quadrinhos no Diário do Nordeste (Fortaleza)



Hoje saiu uma matéria sobre erotismo em quadrinhos, com ênfase em "Lost Girls", de Alan Moore, no Diário do Nordeste, de Fortaleza (Ceará). Nela, o repórter DELLANO RIOS fala sobre os títulos recentemente lançados, como "Valentina", de Guido Crepax e "O Espinafre de Yukiko", de Frédéric Boilet, ambos editados pela Conrad Livros, e "Gullivera", de Milo Manara (Pixel Media).

Para ler a matéria, clique aqui.

sexta-feira, 8 de junho de 2007

Lost Girls: a obra prima pornográfica de Alan Moore e Melinda Gebbie



A Devir Livraria acaba de publicar uma obra prima em quadrinhos. Lost Girls - Meninas Crescidas, é fruto de 15 anos de trabalho feito a quatro mãos por Alan Moore (roteiro) e Melinda Gebbie (desenhos). Por conter cenas de sexo explícito, é proibido para menores de 18 anos. Por ter como protagonistas Alice, Wendy e Dorothy, famosas personagens da literatura infanto-juvenil, Lost Girls vem chamando a atenção e provocando polêmica.

No Reino Unido, terra natal de Moore e Gebbie, o livro está censurado. Só será liberado em 2008, quando a obra Peter Pan and the Lost Boys cairá em domínio público. Os atuais detentores dos direitos autorais não querem endossar a manipulação pornográfica a que os personagens foram submetidos.



A versão brasileira chega um ano depois da obra pronta, mas o atraso valeu a pena. A edição da Devir está impecável, caprichada em cada detalhe. Da tradução ao tratamento gráfico, que inclui sobrecapa em papel couché e capa com detalhes em dourado. O único lamento é que o volume único americano foi desmembrado em três por aqui. O primeiro volume, lançado semana passada, tem 112 páginas, e está sendo vendido por R$ 65. A opção pelos três volumes provavelmente foi tomada porque seria impraticável para o mercado nacional vender um livro por R$ 200, e um desperdício lançar o livro com menos qualidade gráfica.



Na ocasião do lançamento norte-americano, Moore lamentou que a pornografia tenha se tornado um gênero empobrecido, sub-utilizado como produto de entretenimento barato. Para ele esta seria a única forma de literatura onde é possível discutir o sexo em todos os sentidos. Por isso, Lost Girls foi concebido de acordo com a pornografia da era vitoriana, sob uma estética da Belle Èpoque.

Uma HQ que surpreende não só pelo requinte e ousadia visual, mas por trazer a assinatura de Alan Moore. Da minha parte, confesso não ter esperado nada tão bonito e poético da parte deste artista, mais conhecido por mostrar o lado podre da humanidade (vide Watchmen, V de Vingança, A Piada Mortal e Do Inferno).

Lost Girls , uma ode aos prazeres da vida, é a prova de que um artista pode se reinventar sem abrir mão do melhor de si.